terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O Morcego Bibliotecário é a sugestão de leitura da Constança. Querem conhecer esta história?

       

        Era uma vez, um morcego chamado Franjinhas que vivia numa gruta na Serras de Aire e Candeeiros. Vivia com três grandes famílias de morcegos: os morcegos Lanudos, os morcegos de Ferradura Grande e os morcegos de Franja.                                                              
    Na Serra de Aire e Candeeiros vivia também o Ferradura, era o morcego mais respeitado e mais sábio daquela zona. Com o Ferradura os pequenos morcegos aprendiam a: utilizar o sonar, a voar, a cheirar como ninguém, a ver como ninguém, a caçar mosquitos e até mesmo a escutar histórias. Com o Ferradura também aprenderam que os morcegos são o único mamífero que voa sem fazer batota, pois os humanos só voam com aviões, com avionetas, etc…Também ficaram a saber que na China a sua espécie simboliza coisas boas.                                                                                                      
    O Franjinhas era um morcego muito irrequieto e curioso, porque nunca ninguém tinha perguntado ao Ferradura porque era tão sábio, até que um dia o Franjinhas perguntou:
    -Onde foste buscar tanta sabedoria? Como é que és tão sábio?
  -Ora, ora isso é uma história com muitos capítulos e muitas aventuras- disse o Ferradura a rir-se.
    -Conta!- gritaram os jovens morcegos.
    -Antes de eu viver com vocês eu trabalhei numa biblioteca.
    -Uauhh!
     -Mas tu não estragavas os livros?
    O Ferradura respondeu que não, que o seu trabalho era cuidar da biblioteca e por isso também tinha que cuidar dos livros.
     -Como fazias isso?
    -Era fácil, eu apenas tinha que comer o maior número de insetos possível. Eu sou descendente de uma grande família de bibliotecários.
     O Franjinhas estava espantado! E perguntou:
      -Então e o pólen? É tão delicioso…
     -Tu podes sair da biblioteca e ir comer o pólen que quiseres!
      -Será que precisam de mais morcegos por lá? -perguntou o Franjinhas.
    -Claro que sim toda a gente é bem recebida se for um bom trabalhador.
    O  Franjinhas já se estava a preparar para a viagem rumo a sul e decidiu compartilhar a sua ideia com o seu melhor amigo, o Lanudo:
     -Vais te embora, Franjinhas? Nem acredito…-disse o Lanudo, muito triste.
      -Sim, vou, esta é a minha oportunidade de seguir os meus sonhos.
      -Se é o que queres…
          No dia seguinte, o Franjinas decidiu contar à família. Eles entenderam e deixaram-no ir.
       O Franjinhas partiu quando o sol se escondeu.
        Ele estava pensativo e por isso nem percebeu que estava um falcão a persegui-lo. Quando percebeu já não sabia o que fazer, mas teve uma ideia. Escondeu-se na árvore onde ele e o Lanudo brincavam e esperou até ao falcão se ir embora.
      Quando chegou à biblioteca, sentiu-se logo como se estivesse em casa. Iria começar a trabalhar na madrugada seguinte.
      Quando o Franjinhas foi colher o pólen pensou: ”Não há nada melhor do que voar atrás dos nossos sonhos!”

                                                                              Constança  4º ano, BE Miquelina Pombo

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