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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Autor do mês: Alexandre Parafita



Alexandre Parafita (natural de Sabrosa, 1956) é um escritor português, com raízes transmontanas, com extensa obra publicada sobre o património e tradição oral portuguesa, bem como no domínio da literatura infanto-juvenil. Professor universitário, é doutor em Cultura Portuguesa e mestre em Ciências da Comunicação (especialidade de Antropologia da Comunicação).
Índice [esconder] 
1 Biografia
2 Principais obras
2.1 Literatura infantil e juvenil
2.2 Investigação e divulgação
Biografia

Estudou na Escola do Magistério Primário situado em Vila Real , na Escola Superior de Jornalismo do Porto, nas«"Universidade de Coimbra , da Beira Interior e na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro ».
Foi jornalista durante quase 20 anos, profissão que adoptou desde muito jovem e onde teve experiência em diferentes hierarquias: repórter, redactor, chefe de redacção e director. Estuda na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, é professor convidado do Instituto Politécnico de Bragança (Pólo de Mirandela) e investigador do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa nas áreas da mitologia e da literatura oral tradicional, sendo igualmente responsável do sector de Comunicação Institucional na UTAD, onde é também vice-presidente do Observatório da Literatura Infanto-Juvenil.
Faz parte da equipa de investigação no projecto "Arquivo e Catálogo do Corpus Lendário Português", da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Algumas das suas obras foram escolhidas para o Plano Nacional de Leitura, em Portugal, como "Histórias de Natal Contadas em Verso", "As três touquinhas brancas", "Branca Flor, o Príncipe e o Demónio", "A mala vazia", "Diabos, diabritos e outros mafarricos", "Contos de animais com manhas de gente", "Histórias a rimar para ler e brincar" e "Memórias de um cavalinho de pau", "O rei na barriga", "Vou morar no arco-íris", "O tesouro dos maruxinhos", "Lobos, raposas, leões e outros figurões" e "Contos ao vento com demónios dentro", entre outros. Algumas das suas obras constituem bibliografia obrigatória em cursos de licenciatura e mestrado em escolas superiores e universidades.
Principais obras 

Literatura infantil e juvenil 
Uma Andorinha no Alpendre (1994)
A Lenda da Princesa Marroquina (1995)
O Segredo do Vale das Fontes (1996)
Chovia Ouro no Bosque (1996)
A Princesinha dos Bordados de Ouro (1996)
O Último Gaiteiro (1997);v
As Aventuras de Rik & Rok (co-autor, 1998);
As Três Touquinhas Brancas (2000);
Histórias de Natal Contadas em Verso (2000);
Branca Flor, o Príncipe e o Demónio (2001);
A mala vazia (2003);
Diabos, diabritos e outros mafarricos (2003);
Bruxas, feiticeiras e suas maroteiras (2003);
O Conselheiro do Rei (2004);
Histórias de arte e manhas (2005);
Contos de animais com manhas de gente (2005);
Histórias a rimar para ler e brincar (2006)
Memórias de um cavalinho de pau (2006)
Vou morar no arco-íris (2007)
O rei na barriga (2007)
Pastor de rimas (2008)
Lobos, raposas, leões e outros figurões (2008)
O tesouro dos maruxinhos (2008)
Contos ao vento com demónios dentro (2009)
Investigação e divulgação [editar]
A Comunicação e a Literatura Popular (1999)
O Maravilhoso Popular. Lendas, Contos e Mitos (2000)
Antologia de Contos Populares, Vol.1 (2001)
Antologia de Contos Populares, Vol. 2 (2002)
A Mitologia dos Mouros (2006)
Os Provérbios e a Cultura Popular (co-autor, 2007)
Património Imaterial do Douro: Narrações Orais, Vol.1 (2007)
Património Imaterial do Douro: Narrações Orais, Vol. 2 (2010)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Parafita

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Manuel António Pina, o autor do mês de janeiro nas bibliotecas Elias Garcia

 
«Ler um livro não é mais importante que ver, por exemplo, um filme, é apenas diferente. Só que é nessa “diferença” que está tudo, ou quase tudo.
Não só a liberdade de leres o livro como quiseres, de trás para diante ou de diante para trás, de voltares ao princípio ou de o fechares e recomeçares a lê-lo no dia seguinte, mas também a liberdade de te leres a ti mesmo nele, de imaginares tu (por mais pormenorizadamente que o autor os descreva) cada personagem, cada lugar, cada acontecimento. E de, nele, viajares, na companhia das palavras do escritor, por mundos reais e imaginários, dentro e fora de ti, que só a ti pertencem, indo e vindo como e quando quiseres entre esses mundos e o teu mundo de todos os dias.
Porque, num livro, só aparentemente é o escritor quem conduz a história, na realidade tu é que vais ao volante, a história ou poema que lês é mais teu e dos teus sentimentos e tuas emoções que dos do escritor. De tal modo que, se voltares a ler o mesmo livro passado muito tempo, o livro já se transformou, já é outro, só porque tu também já te transformaste e já és também outro.
É por isso que se diz que todos os livros são sempre muitos diferentes livros, tantos quantos as pessoas que os lerem ou tantos quantas as vezes que uma mesma pessoa os ler. E isso é uma coisa maravilhosa, descobrir que nós, com a nossa imaginação e o nosso coração, é que estamos a escrever os livros que lemos.»
 
Manuel António Pina
 

 
 livro do mês nas Bibliotecas Elias Garcia